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Filho, se tem uma coisa que eu sei nessa vida, é que algumas pessoas nesse mundo você só consegue amar e amar e amar, não importa o que aconteça.
O Teorema Katherine. 
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E já não eram sós, ambos somavam entre si, não importava mais quem era a primeira ou a segunda pessoa, por que eles eram um só. E todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito e quem seria o predicado. Quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria, ou seria, a forma “mais que perfeita”. Conjugavam-se de maneira irregular explicitando suas diferenças, reconhecendo os fragmentos e os complementos. Buscavam a medida certa. E assim, reconheceram-se juntos, sem necessidade de mais nada para se completar, por que juntos, eles transbordavam.
O teatro mágico.
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Você que inventou a tristeza, ora, tenha a fineza de desinventar.
Chico Buarque 
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Uma vez me falaram:
- Eu tenho medo de amar!
Olhei por um instante e soltei aquele sorriso torto e falei:
- E quem não tem?
(via reintensa)
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Ficar triste é sempre pela primeira vez. Já fiquei triste tantas vezes, mas nunca assim. Porque o “assim” de ficar triste é sempre pela primeira vez. Já fiquei mais triste do que estou agora, mas nunca tão triste. Porque o “tão” de ficar triste, quando é tristeza mesmo, é sempre arrebatador e assustador e é pela primeira vez. É sempre com o peito virgem e assustado e infantil que ficamos tristes. É sempre com cinco anos, com fome, nus, gelados, segundos antes de morrer de falta de sentido por ter nascido. A tristeza é uma criança de rua com uma faca apontada pra falta de amor que o mundo ofereceu pra ela. Uma meleca no nariz que nenhuma mãe limpou se transformando nos olhos de um adulto assassino. A tristeza é um pedaço de vidro numa mãozinha pequena. A tristeza é um anjo que não arrumava ninguém pra poder agir como um anjo e foi ficando bem diabólico. A tristeza é ter que comer um risoto caro, com amigos felizes, quando só se quer vomitar no banheiro de casa, sozinha. E triste. Eu quero vomitar tudo. A água, a saliva, a língua, o seco da garganta, a amígdala, o apartamento de milhões de metros quadrados vazios que virou o meu peito. Quero vomitar minha pele, meus olhos, meu fígado, meus horários, minhas listas de vontades. Eu quero tudo fora, tudo fora. Eu quero eu fora. Eu quero ir pra fora de onde está tão devastado e de onde eu tinha pintado tudo de azul pra te ver sentado bem no centro. No centro do meu peito, você, com a luz azul da minha esperança. A tristeza me fez um milhão de vidas essa semana. Um milhão de almoços e jantares e projetos. Eu sorrindo, implorando às distrações que me levem, que façam remendos em meu peito perfurado pela violência do ar que não assovia mais os seus sons. A tristeza me fez cortar o cabelo e pintar de loiro. E me fez aumentar os pesos do pilates. E me fez prometer alguma sedução para alguém que jamais receberá nada de mim. Não existe nada mais triste do que essas coisas de dar a volta por cima e essas coisas de tocar o barco e essas coisas de sacudir a poeira e essas coisas medonhas que a gente fala ou pensa ou ouve. A tristeza são frases vazias e feitas e tediosas saindo de bocas vazias e feitas e tediosas. A tristeza me fez repartir o calmante no meio. Tomar um. E tomar o outro. Porque nem calmante eu to suportando ver pela metade. Que pelo menos no limbo da minha mente triste alguma coisa possa viver inteiramente. A tristeza é uma parede, uma geladeira, um computador, um telefone, uma televisão, uma cama, um elevador, um carro. A tristeza são as ruas, os jornaleiros, as pessoas gordas atravessando, as pessoas magras atravessando. A tristeza é o cinza, o vermelho, o azul, o transparente. A tristeza é a próxima música, a próxima seta pra direita, a próxima seta pra esquerda. A tristeza é o ar que sai e o ar que entra. A tristeza é o segundo de ar que se perde e fica mais um tempo. A tristeza é dizer que são cinco dias, são seis dias, são sete dias. A tristeza é a nossa última vez juntos fazendo quinze dias, dezesseis dias, dezessete dias. A tristeza é o amor ter acabado sem ter acabado. É não saber o que é amor e não saber o que é acabar e não saber o que é não acabar. A tristeza só sabe que é triste e todo o resto ela só tenta saber, mas fica louca e desiste. A tristeza é de uma simplicidade que a torna ainda mais triste. A tristeza é qualquer posição sentada ou em pé ou deitada. A tristeza é deitar e levantar. Tentar ou desistir carregam a mesma tristeza das coisas que não existem. Minha pele toca no pano, na água, na tela, uma mão toca na outra. Todos os toques são tristes. Todas as posições são tristes. Amanhã será triste, ontem foi triste. Hoje é o dia mais triste do mundo. É porque eu tenho medo de dirigir até o Morumbi no escuro? É porque eu uso pijama feio pra dormir? É porque eu sou egoísta e louca e tenho um dente torto? É porque eu ria de você e ria das suas coisas e ria das suas músicas e ria de nervoso porque eu gostava tanto de você que odiava você? É porque eu criei sete mil muros pra receber alguém mas queria esmurrar até sangrar o seu único muro como se você também não fosse humano? Ou é só porque é assim mesmo? Assim: finito, simples e triste demais. Hoje elegi o mais triste de tudo. É o banquinho que guardava a sua bolsa de carteiro e que não guarda mais nada. Ele agora é só o que era mesmo pra ser: um banquinho. Limpo, solitário, imponente, em sua nobre função de banquinho. Sua triste, desgraçada, branca, idiota e livre função de banquinho.
Tati Bernardi
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Você acorda dos seus pesadelos. Eu não.
Being Human
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Para os outros aquilo foi uma lágrima, mas para ela foi um oceano.
Pedro Schier.  
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A verdade é que a gente consegue existir um sem o outro. Você não depende de mim e eu não dependo de você, mas ainda assim eu permaneço triste.
Caio Augusto Leite 
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Ladrão que rouba coração tem 100 anos de paixão?
Thiara Macedo (sdpm)
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Tem homem que não abre mão de uma mulher gordinha, tem homem de perder a linha com a mulher sarada. Tem homem que só acha graça nas novinhas e outros que só se engraçam com as casadas. Tem homem que se apaixona por mulher carente e outros que ficam carentes sem as piriguetes, e tem maluco só tentando dá o pente e tem parceiro de trazer mulher pra gente.
Ô, Queiroz! 
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Quando eu tinha 7 anos, minha mãe disse que eu tinha ”um dom”. Dom de observar cada detalhe, tom de voz, movimentos com as mãos…. Um dia, só pelo olhar profundo do meu vizinho, eu tinha descoberto que ele era uma má pessoa. Uma semana depois, saiu no jornal, que ele foi preso por matar 5 pessoas. Todas da mesma família.
A questão do texto não seria está. Eu também sei quando as pessoas querem ir embora. Tenho quase certeza disso. Nesses últimos dias, um moço que eu estava namorando, mudou completamente a sua forma de falar comigo ( de fato eu já sabia que a estava perdendo). Eu o perguntei : Você não me ama mais ?. Ele disse: Claro que te amo… Dois dias depois, ele se foi, sem dá um adeus.
Hoje sinto o mesmo adeus, que me tritura, que me doei, não digo em forma de eufemismo. Falo numa dor que espanca, que doí tudo aqui dentro. E não está nada fácil para mim, saber que logo, logo, receberei um adeus, justo da pessoa que amo. Por favor eu não quero que você corte minhas asas, e voe sozinho. Eu necessito de alguém. Necessito de você. Alguém que não desista de mim, ao se deparar com o meu caos.
Por favor tenha paciência, eu sou mui complicada.